Nem sempre a luz vem assim: salta como um rapaz muro após muro, entra pela janela. O brilho dos medronhos chega ao fim: extrema ponta dos dias, aproximação da água. Dia feito para a música, dizias; ou para a dança, acrescentavas: ritmo puro, sustido. De muro em muro, sem nenhum peso, entra pela casa. Agora é ela que dorme comigo.
Arquivo de Novembro 2nd, 2009
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