O lume. O lume rasteiro. O lume ainda. Vem de tão longe. Da casa térrea sobre a eira, casa onde qualquer coisa pequena pulsava: um coração, a água no cântaro, o trigo a crescer. Era tão pequeno que nem sabia como pedir uma laranja, um pouco de pão. Menos ainda, um beijo. Parecia só saber estender as mãos para aquele sol rasteiro e para o olhar que dos sortilégios do lume o defendia.
Arquivo de Novembro 5th, 2009
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