O Sal da Língua comemora, no dia em que se completam os 25 anos da sua morte, a pessoa, o poeta, o músico e o homem que foi e que continua a ser Zeca Afonso. Figura maior das artes, Zeca foi um verdadeiro combatente de causas e de convicções e será recordado sempre pela sua força e persistência incansáveis em lutar contra todas as formas de opressão intelectual e humana a favor da liberdade de espírito e de opinião.
Estão marcadas várias iniciativas para hoje e para os próximos dias, que podem ser consultadas na página da Associação José Afonso (AJA).
Deixo-vos com um poema do Zeca e com o convite para revisitar a sua obra musical e poética.
De não saber o que me espera
Tirei a sorte à minha guerra
Recolhi sombras onde vira
Luzes de orvalho ao meio-dia
Vítima de só haver vaga
Entre uma mão e uma espada
Mas que maneira bicuda
De ir à guerra sem ajuda
Viemos pelo sol nascente
Vingamos a madrugada
Mas não encontramos nada
Sol e água sol e água
De linhas tortas havia
Um pouco de maresia
Mas quem vencer esta meta
Que diga se a linha é recta.
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