Arquivo da categoria 'O SAL DA LÍNGUA SUGERE'

07
Abr
12

O Sal da Língua sugere…sempre Poesia e por isso Florbela

O Sal da Língua sugere uma ida ao cinema para ver o filme Florbela, que já está nas salas um pouco por todo o país e que retrata uma das fases da vida da poetisa Florbela Espanca, um dos nomes incontornáveis da poesia portuguesa do século XX. A actriz Dalila Carmo entrega-se de corpo e alma para nos dar um retrato conseguido de uma época, de um enquadramento político e social, mas sobretudo de uma mulher – Florbela – desajustada perante as várias realidades de que fazia parte – o casamento, o amor às pessoas que a rodeavam, a família, o Alentejo, Portugal. O filme tem algumas fraquezas mas é uma homenagem à vida de Florbela e através da sua vida, mostrada no ecrã, somos conduzidos inevitavelmente ao mais fundo da sua poesia.

 

“Eu sou a que no mundo anda perdida

Eu sou a que na vida não tem norte

Sou a irmã do Sonho, e desta sorte

Sou a crucificada… a dolorida…

 

Sombra de névoa ténue e esvaecida,

E que o destino, amargo, triste e forte,

Impele brutalmente para a morte!

Alma de luto sempre incompreendida!

 

Sou aquela que passa e ninguém vê

Sou a que chamam triste sem o ser…

Sou a que chora sem saber porquê…

 

Sou talvez a visão que Alguém sonhou…

Alguém que veio ao mundo pra me ver

E que nunca na vida me encontrou!

Florbela Espanca

 

20
Mar
12

O Sal da Língua sugere…as comemorações do Dia Mundial da Poesia

O Sal da Língua sugere as comemorações programadas, de norte a sul do país, do Dia Mundial da Poesia, que se comemora a 21 de Março. Por Lisboa, são várias as iniciativas, das quais se destacam:

No Centro Cultural de Belém: As comemorações serão feitas, excepcionalmente, no dia 22 de Março, entre as 14:00 e as 20:30, incluindo: uma feira do livro de poesia, conferências, audição de DVDs de poetas, uma exposição de poesia visual e culminará com um espectáculo no Grande Auditório com a presença de Pedro Moutinho e Mafalda Arnauth, cantando poetas portugueses e de Luís Lucas e Luísa Cruz, que dizem poetas portugueses. Informações e programação completa aqui: http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Literatura/Pages/DiaMundialdaPoesia.aspx

Na Casa Fernando Pessoa: Comemorações de 19 a 24 de Março, na Casa dos Poetas, com recitais, performances, feira do livro de poesia, leituras e debates. Informações e programação completa aqui: http://mundopessoa.blogs.sapo.pt/tag/agenda+mar%C3%A7o+12

No Teatro D. Maria II: O Teatro convida hoje, por ocasião do Dia Mundial da Poesia, Eduardo Lourenço para a partilha de alguns poemas dos principais poetas que povoam o seu imaginário. Mais informações aqui: http://www.teatro-dmaria.pt/TEIA/Detalhe.aspx?idc=1785&ids=70

16
Mar
12

O Sal da Língua sugere…A Ilha Desconhecida de José Saramago

O Sal da Língua sugere o espectáculo de marionetas “A Ilha Desconhecida” de José Saramago, concebido e interpretado pelo marionetista francês Brice Coupey, considerado um dos melhores actores manipuladores de marioneta de luva francesa.

O conto A Ilha Desconhecida, de José Saramago, é transportado para o palco apenas por um actor central que, com o auxílio de objectos simples, se desdobra nas múltiplas personalidades, duas delas, as principais, representadas por marionetas, manipuladas ao vivo. Brice Coupey dá voz a esse conto de Saramago, expresso nas páginas que o autor português escreveu com a simplicidade e acutilância a que habituou os seus leitores, mantendo em aberto o convite à procura dos desejos mais profundos de cada um, mesmo quando estes empurram o homem a procurar uma ilha desconhecida, que todos dizem não existir. Um desafio actual, um combate diário!

A peça estará em cena no Teatro Viriato, em Viseu, hoje e amanhã, pelas 15 Horas e 21.30 Horas, respectivamente.

Em seguida, O Conto da Ilha Desconhecida será apresentado no Theatro Circo, em Braga, para representações nos dias 21 e 22 de Março, pelas 11 e 15 Horas.

Uma oportunidade diferente de viver Saramago através das palavras para miúdos e graúdos!

09
Mar
12

O Sal da Língua sugere … criarte

O Sal da Língua sugere o Projecto criarte, uma marca de design cultural que concebe t-shirts com citações de escritores e poetas portugueses, produzidas em Portugal em edições limitadas. A sua principal missão é divulgar Portugal e o valor da língua Portuguesa.

A colecção de t-shirts da autoria da criarte traz, à flor da pele, as palavras de Luís de Camões, Damião de Góis, Padre António Vieira, Agostinho da Silva, José Tolentino Mendonça, Al Berto, Ruy Belo, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Eugénio de Andrade.

23
Fev
12

O Sal da Língua sugere… Correntes d’Escritas

O Sal da Língua sugere uma ida ao festival literário Correntes d’Escritas, que arranca hoje na Póvoa de Varzim e marca a celebração dos livros e da literatura até ao dia 25 de Fevereiro.
O escritor brasileiro Rubem Fonseca, vencedor do Prémio Camões em 2003, é a principal figura da edição deste ano do festival, cuja sessão de abertura teve lugar hoje, às 11h00, no casino da Póvoa, com a participação  do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.
A primeira conferência no Correntes d’Escritas está marcada para as 15h00 desta quinta-feira no auditório municipal da Póvoa de Varzim. Rubem Fonseca estará já hoje (às 17:00), numa mesa redonda com o ensaísta Eduardo Lourenço e as escritoras Hélia Correia e Ana Paula Tavares.
A obra “Bufo e Spallanzani” valeu ao escritor Rubem Fonseca o prémio Casino da Póvoa, atribuído hoje no âmbito do Correntes d’Escritas. Da lista de mais de 200 livros, o júri escolheu Rubem Fonseca, que competia com os finalistas: “A Cidade de Ulisses”, de Teolinda Gersão; “As Luzes de Leonor”, de Maria Teresa Horta; “Adoecer”, de Hélia Correia; “Do Longe e do Perto – Quase Diário”, de Yvette Centeno; “Dublinesca”, de Enrique Vila-Matas; “O Homem que Gostava de Cães”, de Leonardo Padura; “Os Íntimos”, de Inês Pedrosa; e “Tiago Veiga – Uma Biografia”, de Mário Cláudio. A notícia acerca da atribuição do prémio Casino da Póvoa a Rubem Fonseca aqui.
O Programa, retirado daqui:
Dia 23, quinta-feira, 17h00 – Auditório MunicipalMesa 1: “A Escrita é um risco total” – Eduardo Lourenço
Almeida Faria, Ana Paula Tavares, Eduardo Lourenço, Hélia Correia, Rubem Fonseca, José Carlos de Vasconcelos – moderador

Dia 24, sexta-feira, 10h30 – Auditório Municipal

Mesa 2: “O fim da arte superior é libertar” – Fernando Pessoa
Alberto S. Santos, Fernando Pinto do Amaral, José Jorge Letria, Luís Quintais, Sofia Marrecas Ferreira, Care Santos, João Gobern – moderador

Dia 24, sexta-feira, 15h00 – Auditório Municipal

Mesa 3: A Poesia é o resultado de uma perfeita economia das palavras
Jaime Rocha, João Luís Barreto Guimarães, Manuel António Pina, Manuel Rui, Margarida Vale de Gato, Ivo Machado – moderador

Dia 24, sexta-feira, 17h30 – Auditório Municipal

Mesa 4: Toda a literatura é pura especulação
Eduardo Sacheri, Inês Pedrosa, João Bouza da Costa, Manuel Jorge Marmelo, Pedro Rosa Mendes, Rosa Montero, Bia Corrêa do Lago – moderadora

Dia 24, sexta-feira, 22h00 – Auditório Municipal

Mesa 5: A escrita é um investimento inesgotável no prazer
Afonso Cruz, Ana Luísa Amaral, Júlio Magalhães, Manuel Moya, Rui Zink, Valter Hugo Mãe, Henrique Cayatte – moderador

Dia 25, sábado, 10h30 – Auditório Municipal

Mesa 6: Da crise da escrita não se pode fugir
Carmo Neto, João Pedro Marques, Miguel Real, Sandro William Junqueira, Valeria Luiselli, Salgado Maranhão, Onésimo Teotónio Almeida – moderador

Dia 25, sábado, 16h00 – Auditório Municipal

Mesa 7: “As ideias são fundos que nunca darão juros nas mãos do talento” – Antoine Rivarol
Eugénio Lisboa, Gonçalo M. Tavares, Helena Vasconcelos, João de Melo, Luís Sepúlveda, Onésimo Teotónio Almeida, Maria Flor Pedroso – moderadora

Dia extra, em Lisboa.

Dia 28, terça-feira, 18h30, Instituto Cervantes, Lisboa

Mesa 8: Traços de crise enriquecem o texto literário
Afonso Cruz, Ana Paula Tavares, Care Santos, Manuel Moya, Valeria Luiselli, Helena Vasconcelos – moderadora

08
Fev
12

O Sal da Língua sugere…Pessoa na Gulbenkian

O Sal da Língua sugere a exposição “Fernando Pessoa, Plural como o Universo“, uma exposição dedicada a Fernando Pessoa e seus heterónimos e que estará patente, a partir do dia 10 de Fevereiro, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Esta exposição, com curadoria de Carlos Felipe Moisés e Richard Zenith, pretende mostrar toda a multiplicidade da obra de Pessoa, apresentando um espaço repleto de poemas, textos, documentos, fotografias e pintura, onde se incluem raridades como a primeira edição do livro Mensagem, com uma dedicatória escrita pelo poeta.
 

De 10 Fev 2012 a 30 Abr 2012
Das 10:00 às 18:00
Encerra Segunda-feira e domingo de Páscoa
Edifício Sede

Entrada: €4

23
Jan
12

O Sal da Língua sugere…Letra Livre

O Sal da Língua sugere uma visita à livraria Letra Livre, uma pequena livraria apinhada  (no melhor sentido da palavra) de livros novos e usados, bem no centro da cidade de Lisboa, na calçada do Combro. Os donos são solícitos e estão disponíveis para ajudar na busca por “aquele livro” que nos move, o espaço é acolhedor e há sempre a certeza de algum livro nos encontrar, o que é bom sinal, sinal de que trazemos, quase de certeza, um livro para casa.

Especializada em literaturas de língua portuguesa e ciências humanas, é dado também destaque às pequenas editoras independentes: Antígona, Apenas, Aquário, Averno, Black Sun, Deriva, Dinossauro, Edições Mortas, &etc, Ela por Ela, Fenda, Frenesi, Íman, Ulmeiro, Vendaval, Via Optima.

Letra Livre Livraria / Calçada do Combro, 139 / 1200 Lisboa

21
Nov
11

O Sal da Língua sugere…Carlos Torres Figueiredo

O Sal da Língua sugere para uma leitura próxima o volume “A Criança que Ri” , que valeu a Carlos Torres Figueiredo o Prémio de Poesia Eugénio de Andrade.

O Prémio de Poesia Eugénio de Andrade foi lançado este ano pelo editor portuense José da Cruz Santos e pela editora Modo de Ler. Esta primeira edição do prémio teve, como júri, Luís Adriano Carlos, em representação da Modo de Ler, Inês Lourenço, Jorge Sousa Braga, José Manuel Mendes, Miguel Moura (em representação da família herdeira de Eugénio de Andrade) e Luís Miguel Queirós.

O júri escolheu “A Criança que Ri” por unanimidade, de um conjunto de cerca de meia centena de obras enviadas a concurso.

A cerimónia de entrega do prémio, no valor de 10 mil euros,  a Carlos Torres Figueiredo, decorrerá  no Porto a 19 de Janeiro de 2012, dia do nascimento do poeta.

Está previsto que o Prémio de Poesia Eugénio de Andrade tenha periodicidade bienal.

02
Nov
11

O Sal da Língua sugere…Ruy Belo

O Sal da Língua sugere as palavras de um homem – Ruy Belo – e uma oportunidade para um conhecimento mais profundo da sua obra: o Colóquio Ruy Belo, na Fundação Calouste Gulbenkian (auditório 2), nos dias 3 e 4 de Novembro, das 10:00 às 19:00. A assistência é livre mas sujeita a inscrição para: coloquioletras@gulbenkian.pt

Celebrando o cinquentenário da publicação de Aquele Grande Rio Eufrates (1961), este colóquio destina-se a homenagear a obra de um dos poetas centrais da segunda metade do século XX. Aberto a estudiosos da obra de Ruy Belo, mas também a especialistas da poesia portuguesa do século XX e da teoria e crítica literárias, este encontro pretende pôr em relevo os múltiplos problemas que a sua poesia coloca, os universos de referência e o seu lugar no panorama da poesia contemporânea“.

 

E tudo era possível”

Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lido

Chegava o mês de maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecido

E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer

Só sei que tinha o poder duma criança
entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer

Ruy Belo, Homem de Palavra[s]
Lisboa, Editorial Presença, 1999 (5ª ed.)

 

 

 

13
Jul
11

O Sal da Língua sugere… Poesia nas ruas de Cacela

O Sal da Língua sugere uma visita, no próximo fim-de-semana, à aldeia algarvia de Cacela Velha, onde decorrerá mais uma edição de “Poesia na Rua”, um evento cultural preenchido pela palavra poética. Leituras, conversas, apresentações de livros, ilustração de poemas e concertos são algumas das actividades previstas para o evento que decorre nos dias 15 e 16 de Julho.

Eugénio de Andrade é um dos poetas que verteu a aldeia de Cacela na forma de um poema, porém outros poetas também sobre ela escreveram ou nela viveram. É o caso de Sophia de Mello Breyner, Abû al-‘Abdarî, Teresa Rita Lopes, Adolfo C. Gago.

Uma boa proposta para mais um fim-de-semana que se aproxima. O Programa detalhado, retirado do Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela, é o seguinte:

Dia 15 de Julho

A partir das 10h00

Actividades infantis e jogos poético – populares; Leituras de histórias e poemas com Filipa Melo, Paulo Moreiras e Teresa Patrício

17h00

Apresentação da Antologia Poética de Adolfo C. Gago por Teresa Patrício

18h00

Histórias sobre poemas com Teresa Rita Lopes

19h00

Os media do lado de dentro e do lado de fora dos livros

À conversa com Carlos Vaz Marques, João Pombeiro, Filipa Melo e Mário Antunes

22h00

Projecção da curta-metragem FRAGMENTAÇÃO (7’05”, 2011, Portugal) de Nuno Fernandes, baseado no poema ‘A Gaveta da Pedra’ de Rogério Cão. Com a presença do realizador e do actor/poeta

22h30

Concerto com Guta Naki

Dia 16 Julho

A partir das 10h00

Actividades infantis e jogos poético – populares; Leituras de histórias e poemas com Filipa Melo e Paulo Moreiras

10h30

Vamos ilustrar poemas sobre Cacela – Oficina de aguarela para pais e filhos com o artista plástico Francisco Pinheiro

16h00

Poetas do Guadiana – Duas Margens: um projecto em construção

16h45

O universo berbere na Literatura.

Apresentação dos livros “Debajo de tu língua” e “Huria – mar memória”, com presença dos autores Pepa Giráldez Tinoco (Chia) e Mohamed Hammu e dos editores Fernando Esteves Pinto e Tiago Néné / Editora Livros do Mundo

17h30

Poetas do al-Andalus com Ahmed Tahiri e António Baeta e poesia andalusi no feminino com Fatima-Zahra Aitoutouhen

18h15

“Ele dizia que a poesia era apenas o pretexto” – À conversa com Paulo Moreiras, José Riço Direitinho, Margarida Ferra e Eladio Horta

19h15

Homenagem a Hermínio Manuel Monteiro com Lúcia Pinho e Melo, João Paulo Fragoso de Almeida e José Carlos Barros

Ao anoitecer – A poesia desce dos telhados (poesia e música) com dizedores e In Tento

22h00

Festa da Poesia

Poemas ao Ritual da Igrejinha com a Banda Filarmónica de Vila Real de Santo António

Leitura de poemas com Margarida Ferra, Paulo Moreiras, António Baeta, Teresa Rita Lopes, Rogério Cão, Fernando Esteves Pinto, Miguel Godinho, Tiago Néné, Pepa Giráldez Tinoco (Chia), José Estêvão Cruz, Manuel Gomes, José Carlos Barros, M. Gilberta Fernanda, Rosália Madeira, Eliseu Miguel, António Domingos Mestre e Eladio Horta.

23h00

Concerto com NOISERV

Poesia na Rua 2011




"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade

 

Maio 2012
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)
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