Ouço-o partir, o sol da mão.
O prazer do ofício,
a paciência de areia
abrindo para os caminhos do verão,
também eles a chegar
ao fim. Foi assim que partilhei
o pão, o tão amado
sopro vindo do sul.
Não tardará o sono: já
começou na fala.
É tempo de atirar aos cães
a coroa de lume.
In: Ofício de Paciência (1994)