16
Set
08

Os animais

Vejo ao longe os meus dóceis animais.

São altos e as suas crinas ardem.

Correm à procura de uma fonte,

a púrpura farejam entre juncos quebrados.

 

A própria sombra bebem devagar.

De vez em quando erguem a cabeça.

Olham de perfil, quase felizes

de ser tão leve o ar.

 

Encostam o focinho perto dos teus flancos,

onde a erva do corpo é mais confusa,

e como quem se aquece ao sol

respiram lentamente, apaziguados.

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"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

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