19
Set
08

Vindas do mar

São coisas vindas do mar.

Ou doutra estrela.

Seixos, ouriços, astros

pequenos e vagabundos, sem bússola,

sem norte, os passos incertos. Pouco

se demoram. Como a felicidade.

Seguem outra canção, outra bandeira.

Tudo isso os olhos traziam.

Do mar. Ou doutra idade.

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"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

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