08
Dez
08

Um nome

Di-lo-ei pela cor dos teus olhos,

pela luz

onde me deito;

di-lo-ei pelo ódio, pelo amor

com que toquei as pedras nuas,

por uns passos verdes de ternura,

pelas adelfas,

quando as adelfas nestas ruas

podem saber a morte;

pelo mar

azul,

azul-cantábrico, azul-bilbau,

quando amanhece;

di-lo-ei pelo sangue

violado

e limpo e inocente;

por uma árvore,

uma só árvore, di-lo-ei:

Guernica!

Anúncios

0 Responses to “Um nome”



  1. Deixe um Comentário

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
Dezembro 2008
S T Q Q S S D
« Nov   Jan »
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  
“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

Blog Stats

  • 140,306 hits

%d bloggers like this: