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Fev
09

Passamos pelas coisas sem as ver

Passamos pelas coisas sem as ver,

gastos como animais envelhecidos;

se alguém chama por nós não respondemos,

se alguém nos pede amor não estremecemos:

como frutos de sombra sem sabor

vamos caindo ao chão apodrecidos.

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2 Responses to “Passamos pelas coisas sem as ver”


  1. Fevereiro 17, 2009 às 10:49 am

    Olá, Raquel.

    Obrigada pelas palavras que deixaste no LP (e que eu aproveitei para publicar). Que bom, já conheces a Patagónia. Tal como Chatwin, fazes parte do grupo dos privilegiados. 😉

    Passei, no Parque Nacional Torres del Paine, um dos dias de maior ventura da minha vida. Éramos quatro e o Maurício, o nosso simpático e terno guia-motorista, levou-nos de jipe a todos os cantinhos do parque, sempre sob o eterno olhar branco dos Cuernos.

    Tens razão. Não é possível transmitir o encantamento com que esse lugar nos inunda.

    azuki

    PS – sou uma menina 🙂

    • 2 Raquel Agra
      Fevereiro 17, 2009 às 11:31 am

      Olá Menina Azuki,

      Obrigada pela visita, agora aparece sempre que quiseres.

      Um abraço, boas leituras, boas escritas e, se possível, boas viagens.


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"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

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