26
Out
09

Lamento de Luís de Camões na morte de António, seu escravo

…viveu em tanta pobreza, que se não tivera
um jau, chamado António, que da Índia
trouxe, que de noite pedia esmola para o
ajudar a sustentar, não pudera aturar a
 vida. Como se viu, tanto que o jau morreu,
não durará ele muitos meses.
Pedro de Mariz
 
Devias estar aqui rente aos meus lábios
para dividir comigo esta amargura
dos meus dias partidos um a um
 
— eu vi a terra limpa no teu rosto,
só no teu rosto e nunca em mais nenhum.
 27-12-79
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"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

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