20
Nov
09

Manhã de Junho

Talvez, talvez sejam os últimos
dias. Se for assim, são um esplendor.
Apesar dos aviões da Nato despejarem
bombas e bombas no Kosovo, a perfeição
mora neste muro branco
onde o escarlate
da flor da buganvília sobe ao encontro
da luz fresca da manhã de junho.
A beleza (não há outra palavra
para dizê-lo), a beleza desta manhã
é terrível: persiste, domina –
apesar dos aviões, mesmo com
bombas a cair e crianças a morrer.
Anúncios

2 Responses to “Manhã de Junho”


  1. Novembro 24, 2009 às 4:49 pm

    Esta é a primeira vez que visito o Seu blogue, de que gostei muito, mesmo muito.
    Deixei-lhe um desafio no meu blogue http://marialetra.blogspot.com, embora este texto deva ser transferido para http://marialetratome.wordpress.com, logo tenha um problema técnico resolvido.
    Se tiver interesse em ler poesia minha, poderá visitar http://caminhosdecristal.wordpress.com.
    Parabéns.
    Maria Letra


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
Novembro 2009
S T Q Q S S D
« Out   Dez »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  
“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

Blog Stats

  • 140,306 hits

%d bloggers like this: