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Um, dois, três

O Sal da Língua deseja a todos Um Feliz Dia da Criança!

Um, dois, três.

lá vai outra vez

o gato maltês

a correr atrás

da franga pedrês,

talvez a mordesse

apenas no pé,

o sítio ao certo

não sei bem qual é

(quatro, cinco, seis),

ou só lhe arranhasse

a ponta da crista,

e talvez nem isso,

seria só susto,

ou nem sequer mesmo

foi susto nenhum:

sete, oito, nove,

para dez falta um.

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2 Responses to “Um, dois, três”


  1. Junho 1, 2010 às 11:34 pm

    Cara Raquel
    Creio ser o único livro de poemas destinado a crianças, de E.A. Corrija-me se estiver errada. Trabalhei-o com os meus alunos há 3 anos atrás. O que mais os fascinou foi a musicalidade das palavras.
    Um beijo

  2. 2 Raquel Agra
    Junho 7, 2010 às 10:40 pm

    Cara Marta,

    Sim, de facto só conheço esse livro de poemas para crianças de Eugénio de Andrade. E os poemas são deliciosos de tão musicais e de tão simples.
    Um abraço e boas leituras,
    Raquel


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"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

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