11
Jul
10

Kavafis, nos anos distantes de 1903

Nenhum tão solitário mesmo quando

acordava com os olhos do amigo nos seus olhos

como este grego que nos versos se atrevia

a falar do que tanto se calava

ou só obliquamente referia –

nenhum tão solitário e tão atento

ao rumor do desejo e das ruas de Alexandria.

 1964

Anúncios

0 Responses to “Kavafis, nos anos distantes de 1903”



  1. Deixe um Comentário

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
Julho 2010
S T Q Q S S D
« Jun   Ago »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  
“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

Blog Stats

  • 140,306 hits

%d bloggers like this: