Arquivo de Agosto, 2010

23
Ago
10

Paisagem

O Sal da Língua, ainda comovido pela beleza das ilhas verdes, regressa com a simplicidade da juventude de Eugénio. O poema escolhido é Paisagem, do livro “Primeiros poemas”.

Entre pinheiros três casas.

Uma azenha parada.

Uma torre erguida

de fraga em fraga

contra o céu de cal.

E um silêncio talhado

para o voo dum moscardo

alastra de casa em casa,

sobe à torre abandonada

e sobre a azenha parada

tomba desamparado.

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"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

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