16
Jan
11

A um lodão da minha rua

Ninguém tem corpo mais fino,

nem braços tão delicados

como este lodão

crescendo com vigor à minha porta.

Tenho com ele desvelos de namorado,

limpo-o de ervas daninhas,

rego-lhe a terra ao calor de Agosto,

alegro-me a cada rebento novo,

cada folha recente. Cresce e cresce

em esplendor, certo de ser amado.

In: Rente ao Dizer (1992)

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"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

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