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Coda

Quando o ser da luz for

o ser da palavra,

no seu centro arder

e subir com a chama

(ou baixar à água)

então estarei em casa.

In: Sal da Língua (1995)

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2 Responses to “Coda”


  1. Fevereiro 13, 2011 às 12:59 am

    Gosto de passar por aqui, neste LUGAR ONDE se amam os poetas.
    Bem haja pela partilha.

    Saudações!

  2. 2 Raquel Agra
    Fevereiro 13, 2011 às 9:13 pm

    Obrigada caro amigo!
    A poesia é realmente uma língua que nos une!
    Um abraço e continuação de boas leituras,
    Raquel


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"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

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