02
Jun
11

A casa dos poetas

Hoje trago a casa dos poetas para o Sal da Língua. 

Uma escapada do trabalho fugidia e uma corrida suave para Campo de Ourique, mais precisamente para o nº 16 da Rua  Coelho da Rocha, permitiu-me aproveitar a temperatura morna da tarde e assistir ao Poema Bar na Casa Fernando Pessoa.

Depois de um dia cheio de trabalho em frente ao computador, ouvir Vinicius de Moraes e Fernando Pessoa foi uma aposta mais do que ganha. A fórmula foi simples: Alexandre Borges declamando, a Mariana Moraes cantando (numa versão quase à capela, na companhia do piano e algumas vezes voando sem rede e arriscando a sua voz frágil ao prolongar versos no tempo…) e João Vasco acompanhando ao piano as palavras dos poetas e assumindo em algumas situações o protagonismo do silêncio (como na versão de Carlos Paredes).

Deixo-vos a ementa servida, que sossegou as entranhas do espírito:

ABERTURA

Casa” Vinicius de Moraes

NOITE 

Poética” Vinicius de Moraes

Na noite terrível” Álvaro de Campos

Meu amor, meu amor” Alain Oulman/Ary dos Santos/arr. Jeff Cohen

Acalanto da Rosa” Cláudio Santoro/Vinicius de Moraes

MORTE

A última viagem de Jaime Ovalle” Vinicius de Moraes

Se te queres matar” Fernando Pessoa

Sede e Morte” Carlos Paredes/Pedro Faria Gomes

MÚSICA

Feijoada” Vinicius de Moraes

Uma música que seja” Vinicius de Moraes

Balada de cavalão”  Vinicius de Moraes

Trecho” Vinicius de Moraes

Soneto do Corifeu” Vinicius de Moraes

Operário em construção” Vinicius de Moraes

Amor em lágrimas” Cláudio Santoro/Vinicius de Moraes

Gaivota” Alain Oulman/Alexandre O’ Neill/Arr. Jeff Cohen

“TRISTEZA NÃO TEM FIM, FELICIDADE SIM…”

Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa” Álvaro de Campos

Tenho tanto sofrimento” Fernando Pessoa

Bicabornato de soda” Álvaro de Campos

Gaivota” Alain Oulman/Alexandre O’ Neill/Ian Mikirtoumov

 

Casa Fernando Pessoa

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"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

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