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A Jorge Peixinho

Faltava-te essa música ainda,

a do silêncio, fria de tão nua,

agora para sempre e sempre tua.

 

In: Pequeno Formato (1997)

 
Mais sobre Jorge Peixinho...

Compositor, pianista, professor, maestro, conferencista, ensaísta, Jorge Manuel Rosado Peixinho (1940-1995) é uma referência incontornável na música contemporânea em Portugal na segunda metade do século XX, bem como na divulgação internacional da música portuguesa. Nascido em 1940, no Montijo, frequentou o Conservatório de Lisboa, onde concluiu os cursos de Piano e de Composição. Posteriormente, como bolseiro da Fundação Gulbenkian, estudou em Roma com Boris Porena e Goffredo Petrassi, na Academia de Santa Cecília, onde obteve o diploma de aperfeiçoamento em Composição. Trabalhou ainda com Luigi Nono, em Veneza e com Pierre Boulez e Karlheinz Stockhausen na Academia de Música de Basileia. Peixinho participou em vários festivais de música contemporânea, entre os quais se destacam os de Royan (França), Gaudeamus (Holanda), Madrid, Vigo (Espanha), Veneza, Bayreuth, Bucareste, Buenos Aires, Maracaibo (Venezuela), São João del Rei, Santos e Curitiba (Brasil), Alexandria, entre outros. Colaborou regularmente nos Encontros Gulbenkian de Música Contemporânea, em Lisboa. Obteve vários prémios de composição e foi distinguido pela Secretaria de Estado da Cultura com a Medalha de Mérito Cultural. “Coração Habitado” foi composta por Jorge Peixinho em 1966 e estreada no ano seguinte no Festival de Dartington, Inglaterra. Coração habitado utiliza uma escrita vocal vanguardista, aproveitando não apenas as capacidades tradicionais dos cantores líricos como também as virtualidades expressivas da voz, em múltiplas consoantes e vogais, de um texto feito de excertos retirados de um ciclo de poemas de Eugénio de Andrade, Até Amanhã. A voz não canta melodias mas a própria expressividade latente, integrando-se como um instrumento extraordinário num conjunto de três outros, também eles campos surpreendentemente férteis de sons, harmonias e timbres. Jorge Peixinho era amigo de longa data do poeta Eugénio de Andrade que, à data de sua morte, lhe dedica este pequeno epitáfio publicado em Pequeno Formato. (Fonte: www.lamadeguido.com/book4008.pdf)

 

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"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

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