06
Nov
11

A luz do pátio

Deixas a luz do pátio acesa,

a porta aberta – que esperas ainda?

Amas agora com amor dobrado

a vida, o suor misturado ao sal

da saliva, o rumor

das águas no sol das sementes,

a treva do cabelo incendiada

nas mãos outra vez adolescentes.


 

In: O Outro Nome da Terra (1988)

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"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

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