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Fev
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O Sal da Língua comemora … a pessoa Zeca Afonso

O Sal da Língua comemora, no dia em que se completam os 25 anos da sua morte, a pessoa, o poeta, o músico e o homem que foi e que continua a ser Zeca Afonso. Figura maior das artes, Zeca foi um verdadeiro combatente de causas e de convicções e será recordado sempre pela sua força e persistência incansáveis em lutar contra todas as formas de opressão intelectual e humana a favor da liberdade de espírito e de opinião.

Estão marcadas várias iniciativas para hoje e para os próximos dias, que podem ser consultadas na página da Associação José Afonso (AJA).

Deixo-vos com um poema do Zeca e com o convite para revisitar a sua obra musical e poética.

De não saber o que me espera
Tirei a sorte à minha guerra
Recolhi sombras onde vira
Luzes de orvalho ao meio-dia
Vítima de só haver vaga
Entre uma mão e uma espada
Mas que maneira bicuda
De ir à guerra sem ajuda
Viemos pelo sol nascente
Vingamos a madrugada
Mas não encontramos nada
Sol e água sol e água
De linhas tortas havia
Um pouco de maresia
Mas quem vencer esta meta
Que diga se a linha é recta.

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"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

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