04
Mar
12

Pessoa, Pessoa, Pessoa, Pessoa, Pessoa, Pessoa…

Este fim-de-semana fui finalmente à Gulbenkian para ver a exposição Fernando Pessoa, Plural Como o Universo. E que prazer é reencontrar as palavras de Pessoa, Bernardo Soares, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos de uma forma tão apelativa e que tão facilmente transformamos num momento de intimidade, só nosso, com uma obra que nos lê de uma forma tão completa..

Esta exposição permite-nos reencontrar as palavras mas também o homem Fernando António Nogueira Pessoa, o seu percurso, a sua história familiar, a sua personagem multifacetada e a sua forma plural de olhar o mundo e a realidade que resultou numa obra poética universal.

O Sal da Língua presta assim uma homenagem sentida à poesia património de Fernando Pessoa deixando, como não podia deixar de ser, as suas palavras:

 

É aquilo que nunca antes eu tinha visto,

E eu sei dar por isso muito bem…

Sei ter o pasmo essencial

Que tem uma criança se, ao nascer,

Reparasse que nascera deveras…

Sinto-me nascido a cada momento

Para a eterna novidade do Mundo…

Alberto Caeiro

 

Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive

Ricardo Reis

 

Em jeito de apontamento…

E uma vez que falamos de Pessoa, o Sal da Língua sugere um blogue divertidíssimo chamado “Pessoa para todas as ocasiões“, da autoria de Maria Filomena e Fernando Gouveia, onde Pessoa é citado a propósito de efemérides, estados de espírito, apontamentos do quotidiano ou, simplesmente, sensações.

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"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

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