Arquivo de Agosto, 2013

15
Ago
13

Dia de sol e de risos!

O Sal da Língua deseja um dia sorridente para todos!

Eugénio de Andrade (Fonte: LP Poemas de EA lidos pelo autor, Orfeu)

Eugénio de Andrade (Fonte: LP Poemas de EA lidos pelo autor, Orfeu)

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12
Ago
13

Deixo ao Miguel as coisas da manhã

Deixo ao Miguel as coisas da manhã –

a luz (se não estiver já corrompida)

a caminho do sul,

o chão limpo das dunas desertas,

um verso onde os seixos são

de porcelana,

o ardor quase animal

de uma romã aberta.


In: O Peso da Sombra (1982)

09
Ago
13

O Sal da Língua sugere… Urbano para sempre

Hoje, dia 9, um grande homem das palavras partiu – Urbano Tavares Rodrigues. O Sal da Língua presta homenagem ao escritor, ao cidadão, ao lutador de princípios, ao humanista, à pessoa grande e generosa que era.

A propósito de Eugénio de Andrade, Urbano Tavares Rodrigues disse (Fonte: Artigo “Dez cartas e um postal para Eugénio”, Jornal DN, 19 de janeiro de 2005):

[a poesia de Eugénio de Andrade] «mobilou horas de tristeza e desalento com o seu ardor suave, a sua aspiração à unidade, à perfeição»

«Li, um a um, todos os seus livros, os muitos que me ofereceu e os que adquiri, e sempre nas suas obras encontrei a beleza das coisas essenciais, a união do sagrado e do profano, uma sensualização permanente do mundo e da vida e as ideias decantadas numa nua e nova claridade. E bem assim a atenção a todos os elementos, ao fogo da existência, aos rios da noite, às vibrações cúmplices da pele e da terra. Na sua poesia achei o absoluto no mistério decifrado de uma folha de árvore, num raio de sol, num olhar subitamente universal, na eterna procura da mãe, na abertura ao infinitamento pequeno que resume o cosmos. A sua poesia, Eugénio, tem essa difícil simplicidade que só se obtém com o domínio de todos os materiais líricos (…)».

790459

 




"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

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