Archive for the 'Pinturas de Eugénio' Category

15
Fev
16

Eugénio na tela

“Eugénio de Andrade, o Poeta”, Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade – Fundão, pintura Isabel Nunes

Eugénio de Andrade, o Poeta' Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade - Fundão, pintura Isabel Nunes

16
Dez
13

6 anos de Sal da Língua

O Sal da Língua comemora seis anos. Comecei esta aventura  no dia 14 de dezembro de 2007 e nunca mais parei. Com maior ou menor frequência a proposta mantém-se: divulgar a poesia e prosa do poeta português Eugénio de Andrade. Agradeço as mais de 80000 visitas ao longo destes anos e conto com vocês para celebrarmos as palavras de Eugénio e de outros poetas e escritores que tanto enriquecem o nosso património enquanto país. Agradeço também à Biblioteca Municipal do Porto por ter incluído o Sal da Língua na Biblioteca Digital sobre o poeta e agradeço ao blogue/editora Vidráguas, o irmão brasileiro do Sal da Língua, que deu todo o apoio à divulgação do poeta do outro lado do Atlântico.

Em jeito de celebração, aqui fica um retrato de Eugénio de Andrade pintado pelo seu grande amigo e poeta das cores Júlio Resende. Já publiquei alguns dos textos que Eugénio dedicou ao amigo Resende, um dos quais no dia 25 de setembro de 2011 com o título “Resende nosso contemporâneo”.

Um abraço a todos,

Raquel

Eugénio de Andrade por Júlio Resende

Eugénio de Andrade por Júlio Resende

 

04
Jun
13

Eugénio de Andrade, por Ana Paula Lopes

Eugénio de Andrade, óleo sobre tela, Ana Paula Lopes

Eugénio de Andrade, óleo sobre tela, Ana Paula Lopes

19
Jun
11

Poemas de Eugénio de Andrade lidos pelo autor

No outro dia, em casa de uma amiga, descobri o LP “POEMAS DE EUGÉNIO DE ANDRADE LIDOS PELO AUTOR”, da Editora Orfeu. Aqui fica o desenho de José Rodrigues que consta da capa do LP, para integrar a Galeria de Eugénio no Sal da Língua.

Eugénio de Andrade por José Rodrigues

 

Neste LP, uma edição Arnaldo Trindade& Cia, Porto-Lisboa-Faro, constam, no LADO A, os seguintes poemas: As palavras, Green God, Poema à Mãe, Pequena elegia de Setembro, As palavras interditas, Eros, Litania, Serenata, Lettera Amorosa, Adeus, Escuto o silêncio, A música, Véspera da água, Arte de navegar, Nas ervas, Desde o chão, Nocturno sem figuras, O silêncio, Dissonâncias. No LADO B, por seu turno, constam os seguintes: Sobre o caminho, Sobre os rios, Sobre a cintura, Fragmentos para uma arte poética, Outro fragmento, Homenagem a Webern, Cavatina, Sobre flancos e barcos, Esse verde, Rente à fala, Verão sobre o corpo, Três ou quatro sílabas.

04
Jan
11

O Sal da Língua comemora…a entrada em 2011

O Sal da Língua deseja a todos um óptimo 2011.

Eugénio por Graça Martins

23
Abr
09

A formiga

Sete palmos, sete metros,

anda a formiga por dia

(sete palmos a correr,

sete metros devagar),

só para lamber o mel

que lentamente escorria

quer da boca quer do pão,

quer dos dedos do Miguel.

 

Eugénio de Andrade por Graça Martins

Eugénio de Andrade por Graça Martins

21
Mar
09

Dia Mundial da Poesia

Para assinalar o Dia Mundial da Poesia,  Eugénio na poesia de outros:

 

É a labareda da seda sob os dedos transmitida

ao corpo todo, seda extraída ao segredo –

tocar e ser tocado, sentir em si

a ligeireza do fogo, a profundeza,

e estremecer, ficar em chaga:

e com dedos e sedas manter às labaredas, entre

terror e louvor,

a comburente, combustível composição de tudo: ser

queimado vivo,

ser luminoso.

 

Herberto Hélder

 

1

Nada está prescrito, nada se cumpre como um destino. A anterioridade

situa-se diante de um olhar que a atravessa e a transforma na possibilidade

do acto de ser um puro começo. Cada palavra consuma o

seu início no extremo de si própria e deixa o campo intacto para a

liberdade do sopro anónimo e dos nomes novos no seu espaço aberto.

 

2

A relação do ser e do horizonte é circular. É talvez o aberto que cria o

horizonte, é talvez a respiração que abre o mundo. Mas o alento não

poderia romper sem a linha pura do horizonte e a lâmpada da respiração

não se acenderia se o mundo não fosse já o extenso mundo do aberto.

Por isso a escuta é a espera vazia aberta ao tempo e à possibilidade

de uma palavra livre mais fiel à simplicidade nova de um começo.

 

António Ramos Rosa

 

 

Os dois poemas escolhidos encontram-se publicados no livro “Uma prenda para Eugénio com algumas túlipas”, das Edições Asa. “Uma prenda para Eugénio com algumas túlipas” conta com prefácio de Miguel Veiga e 67 pinturas e poemas dedicados a Eugénio de Andrade nos seus 80 anos, da autoria de pintores como Graça Morais, José Rodrigues, Júlio Resende e de poetas como Herberto Hélder, António Ramos Rosa, José Viale Moutinho, Luísa Dacosta, Manuel Alegre, Manuel António Pina, Maria Alzira Seixo, Mário Cláudio e Vasco Graça Moura.

Ilustração de Graça Martins

Eugénio de Andrade - Pintura de Graça Martins

 

 




"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
Agosto 2017
S T Q Q S S D
« Jan    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  
“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

Blog Stats

  • 138,113 hits