Archive for the 'Uncategorized' Category

19
Jan
17

O Sal da Língua comemora o Aniversário de Eugénio

Num dia como o de hoje, em 1923, na Póvoa de Atalaia, Fundão, nascia com o nome José Fontaínhas o nosso querido Eugénio. Em jeito de homenagem, aqui fica a composiçºao “Coração Habitado”, de Jorge Peixinho, inspirada no poema de Eugénio de Andrade. https://www.youtube.com/watch?v=tUnckPwkvM8

Coração Habitado

Aqui estão as mãos.
São os mais belos sinais da terra.
Os anjos nascem aqui:
frescos, matinais, quase de orvalho,
de coração alegre e povoado.

Ponho nelas a minha boca,
respiro o sangue, o seu rumor branco,
aqueço-as por dentro, abandonadas
nas minhas, as pequenas mãos do mundo.

Alguns pensam que são as mãos de deus
— eu sei que são as mãos de um homem,
trémulas barcaças onde a água,
a tristeza e as quatro estações
penetram, indiferentemente.

Não lhes toquem: são amor e bondade.
Mais ainda: cheiram a madressilva.
São o primeiro homem, a primeira mulher.
E amanhece.

Eugénio de Andrade, in “Até Amanhã”

23
Dez
16

O Sal da Língua sugere “Literatura Aqui”

O Sal da Língua sugere o programa sobre literatura da RTP2 apresentado por Pedro Lamares – “Literatura Aqui“. O programa coloca a literatura como personagem e cada episódio “tem dois momentos de elogio à obra literária, com excertos de poesia e de prosa escolhidos e ditos por Pedro Lamares e Filipa Leal. A eles se juntam reportagens com a ambiciosa pretensão de abarcar o vasto universo da literatura: quem a escreve, quem a diz, quem a serve, quem a traduz e quem a guarda. A literatura na música, no cinema, no quotidiano e como inspiração para os mais variados criadores. Ao longo de cada emissão, tempo ainda para abordar alguns dos grandes temas da literatura, bem como a história e as estórias de livrarias, bibliotecas e outros tantos espaços com livros dentro.”

O Sal da Língua sugere, especificamente, o episódio 14, onde a referência ao nosso querido Eugénio de Andrade surge através dos seus versos “Requiem para Pier Paolo Pasolini”, aos quais o programa ousa acompanhar de imagens, dando uma outra vida e reforçando a significância das palavras.

http://www.rtp.pt/play/p2798/e264036/literatura-aqui

Aqui fica, por isso, com votos de parte do “Sal da Língua” de um feliz Natal para todos, com muita poesia e prosa no sapatinho!

16
Jun
16

O Sal da Língua sugere Eugénio pelas mãos e voz de Júlios

Júlio Machado Vaz junta-se a Júlio Resende  no disco  “Poesia Homónima por Júlio Resende e Júlio Machado Vaz” e os versos são de Eugénio de Andrade e Gonçalo M. Tavares. Uhmmm… vamos ouvir?13346899_1047857928637419_6893093563214138751_n

15
Fev
16

Eugénio na tela

“Eugénio de Andrade, o Poeta”, Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade – Fundão, pintura Isabel Nunes

Eugénio de Andrade, o Poeta' Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade - Fundão, pintura Isabel Nunes

19
Jan
16

O Sal da Língua comemora o nascimento do seu poeta

O Sal da Língua comemora o nascimento do seu poeta Eugénio de Andrade que, num dia como o de hoje, no ano de 1923, nascia em Póvoa da Atalaia, concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco, para nos alumiar com a sua poesia e prosa!

Em jeito de comemoração, a aldeia natal do poeta vai acolher um espaço interpretativo dedicado à sua vida e obra. Este foi o anúncio feito pela Câmara Municipal de Póvoa da Atalaia que, além do espaço que requalificará em honra do poeta, prevê igualmente a criação de uma rota pedestre que, ao longo de 4 Km, dará a conhecer a presença desta aldeia na obra de Eugénio de Andrade!

Mais informações aqui: http://www.noticiasaominuto.com/cultura/522042/aldeia-de-eugenio-de-andrade-acolhe-espaco-dedicado-ao-poeta

Parabéns ao nosso poeta e ao município de Póvoa de Atalaia por acarinhar e celebrar os seus!

 

11
Out
15

O Sal da Língua sugere… Blancura

No próximo dia 13 de outubro, às 18:30, no Grêmio Literário em Lisboa, será apresentado o livro “Blancura”, de Eugénio de Andrade. Trata-se da recente edição espanhola de uma antologia de 34 poemas do poeta, cuja tradução é da responsabilidade de Miguel Losada.
Natural de Vigo, Miguel Losada frequentou a Universidade Nacional Autónoma do México e a Sorbonne, em Paris, tendo-se doutorado em Filologia Hispânica pela Universidade Complutense de Madrid.

Ficha técnica
Título: Blancura, de Eugénio de Andrade
Autor/a/es/as: Eugenio de Andrade
Editorial: Polibea
Título original: Blancura
Traductor/a: Miguel Losada

13
Jun
15

13 de junho de 2015. 10 anos sem Eugénio

Assinalam-se hoje, neste dia de Santo António, 10 anos do desaparecimento físico de Eugénio de Andrade. Outro escritor e homem da política e das artes partiu no mesmo dia do mesmo ano, o Manuel Tiago/Álvaro Cunhal. Também outro poeta português viria a partir nesse mesmo dia 13 – Al Berto – ao passo que outro, décadas antes, havia de nascer eterno – Fernando Pessoa.

No dia em que se evoca o 10º aniversário da morte de Eugénio de Andrade, a Câmara Municipal do Porto promove na Biblioteca Pública Municipal um conjunto de iniciativas que destacam a relação criativa que Eugénio de Andrade manteve com Fernando Lopes-Graça e que deu origem a 3 ciclos de melodias. O programa começa às 16:30 com a atuação do Coro Juvenil do Conservatório de Música do Porto, às 17:30 o Vereador da Cultura inaugura a exposição Eugénio de Andrade e Fernando Lopes-Graça: o diálogo entre a música e a poesia, que conta com a colaboração do Museu da Música Portuguesa e às 18:00 a sessão do programa Um objeto e seus discursos por semana, é dedicada à obra As mãos e os frutos com a presença de Arnaldo Saraiva (Professor e ensaísta) e Ana Maria Pinto (soprano). Mais informações em: http://bmp.cm-porto.pt/EXPO_eugenio_andrade_2015

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"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade
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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)

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