Arquivo da categoria 'Galeria de Eugénio'

16
Jan
12

Sou filho de camponeses…

Fonte: LP Poemas de EA lidos pelo autor, Orfeu

07
Nov
11

O Sal da Língua comemora… o encontro de Luís Cília e EA

O Sal da Língua comemora os 32 anos do álbum do cantor Luís Cília com o nome “O Peso da Sombra – A Poesia de Eugénio de Andrade“. Neste álbum, gravado em 1979 e dedicado totalmente à poesia de Eugénio, ganham um novo espaço poemas como “Canção breve”, “Adeus” ou “O Peso da Sombra”.

O Sal da  Língua saúda também o homem que acompanha o cantor, pela dedicação às causas e às artes.

Fontes: http://www.luiscilia.com/

12
Ago
11

O Verão, enfim…

Estou em vésperas de partir para o Verão, Eugénio acompanha-me a banhos e a caminhadas por cidades e serras e o Sal da Língua, esse, ficará ao vosso cuidado!

Até breve,

Raquel

Eugénio de Andrade (Fonte: LP Poemas de EA lidos pelo autor, Orfeu)

19
Jun
11

Poemas de Eugénio de Andrade lidos pelo autor

No outro dia, em casa de uma amiga, descobri o LP “POEMAS DE EUGÉNIO DE ANDRADE LIDOS PELO AUTOR”, da Editora Orfeu. Aqui fica o desenho de José Rodrigues que consta da capa do LP, para integrar a Galeria de Eugénio no Sal da Língua.

Eugénio de Andrade por José Rodrigues

 

Neste LP, uma edição Arnaldo Trindade& Cia, Porto-Lisboa-Faro, constam, no LADO A, os seguintes poemas: As palavras, Green God, Poema à Mãe, Pequena elegia de Setembro, As palavras interditas, Eros, Litania, Serenata, Lettera Amorosa, Adeus, Escuto o silêncio, A música, Véspera da água, Arte de navegar, Nas ervas, Desde o chão, Nocturno sem figuras, O silêncio, Dissonâncias. No LADO B, por seu turno, constam os seguintes: Sobre o caminho, Sobre os rios, Sobre a cintura, Fragmentos para uma arte poética, Outro fragmento, Homenagem a Webern, Cavatina, Sobre flancos e barcos, Esse verde, Rente à fala, Verão sobre o corpo, Três ou quatro sílabas.

04
Jan
11

O Sal da Língua comemora…a entrada em 2011

O Sal da Língua deseja a todos um óptimo 2011.

Eugénio por Graça Martins

23
Abr
09

A formiga

Sete palmos, sete metros,

anda a formiga por dia

(sete palmos a correr,

sete metros devagar),

só para lamber o mel

que lentamente escorria

quer da boca quer do pão,

quer dos dedos do Miguel.

 

Eugénio de Andrade por Graça Martins

Eugénio de Andrade por Graça Martins

21
Mar
09

Dia Mundial da Poesia

Para assinalar o Dia Mundial da Poesia,  Eugénio na poesia de outros:

 

É a labareda da seda sob os dedos transmitida

ao corpo todo, seda extraída ao segredo –

tocar e ser tocado, sentir em si

a ligeireza do fogo, a profundeza,

e estremecer, ficar em chaga:

e com dedos e sedas manter às labaredas, entre

terror e louvor,

a comburente, combustível composição de tudo: ser

queimado vivo,

ser luminoso.

 

Herberto Hélder

 

1

Nada está prescrito, nada se cumpre como um destino. A anterioridade

situa-se diante de um olhar que a atravessa e a transforma na possibilidade

do acto de ser um puro começo. Cada palavra consuma o

seu início no extremo de si própria e deixa o campo intacto para a

liberdade do sopro anónimo e dos nomes novos no seu espaço aberto.

 

2

A relação do ser e do horizonte é circular. É talvez o aberto que cria o

horizonte, é talvez a respiração que abre o mundo. Mas o alento não

poderia romper sem a linha pura do horizonte e a lâmpada da respiração

não se acenderia se o mundo não fosse já o extenso mundo do aberto.

Por isso a escuta é a espera vazia aberta ao tempo e à possibilidade

de uma palavra livre mais fiel à simplicidade nova de um começo.

 

António Ramos Rosa

 

 

Os dois poemas escolhidos encontram-se publicados no livro “Uma prenda para Eugénio com algumas túlipas”, das Edições Asa. “Uma prenda para Eugénio com algumas túlipas” conta com prefácio de Miguel Veiga e 67 pinturas e poemas dedicados a Eugénio de Andrade nos seus 80 anos, da autoria de pintores como Graça Morais, José Rodrigues, Júlio Resende e de poetas como Herberto Hélder, António Ramos Rosa, José Viale Moutinho, Luísa Dacosta, Manuel Alegre, Manuel António Pina, Maria Alzira Seixo, Mário Cláudio e Vasco Graça Moura.

Ilustração de Graça Martins

Eugénio de Andrade - Pintura de Graça Martins

 

 

13
Jun
08

3º Aniversário da morte de Eugénio

Eugénio de Andrade - Ilustração de Cristina Valadas

Eugénio escorreu para outras fontes  há precisamente 3 anos. E tanto dele podemos ainda beber…

Às 11h de hoje, no cemitério do Prado do Repouso, terá lugar a cerimónia de trasladação dos restos mortais de Eugénio de Andrade, do jazigo municipal para o túmulo desenhado pelo arquitecto Siza Vieira.

 

 

Nota: A ilustração  encontra-se no livro ”Os Dóceis Animais”

 




"Poupar o coração é permitir à morte coroar-se de alegria." Eugénio de Andrade

 

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“Sobre Eugénio sobra-me em emoção e lágrimas o que escasseia em palavras. Não há claridade que te descreva, meu querido Eugénio. És o meu poeta de ontem e de sempre. Mantinha um desejo secreto de te conhecer um dia, passar uma tarde contigo de manta nas pernas a afagar os gatos que tanto amavas. Em silêncio, sim, pois sempre foi em silêncio que me disseste tudo ao longo destes anos todos em que devorei as tuas palavras. Tu não poupaste o coração e por isso viverás sempre. Não há morte que resista a isso.” Raquel Agra (13/06/2005)
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